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O futuro da logística reversa no Brasil, perspectivas para um futuro sustentável

No Brasil, este tema ganha cada vez mais importância, tanto pela legislação quanto pela pressão ambiental, social e de mercado. A empresa Lorene, atuando no país desde de 1997, é exemplo da evolução e das oportunidades que surgem nesse contexto.

A Lorene se apresenta como “mineradora urbana”, com foco na compra, coleta e destinação de materiais e resíduos que contêm metais preciosos. Como catalisadores automotivos, baterias de íon‐lítio, eletrônicos, carvão ativado, entre outros…

Algumas práticas da empresa destacam-se e apontam para onde a logística reversa poderá evoluir no Brasil:

  • Logística de coleta ampla, a Lorene dispõe de frota própria, com mais de 200 veículos, realizando coletas em todo o território nacional, o que demonstra que a logística reversa de grande escala já é viável e tende a se expandir.

  • Transparência, rastreabilidade e laboratórios analíticos, a empresa investe em triagem, amostragem, análise química e precificação rigorosa, inclusive com laboratório de ponta na América Latina.

  • Certificações e política ambiental, a Lorene possui certificações ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015, e declara política de proteção ambiental, prevenção de poluição, rastreabilidade e melhoria contínua.

  • Valoração de resíduos como ativo, ao tratar resíduos como fontes de metais preciosos, a empresa mostra que a logística reversa não é apenas custo ou obrigação, mas pode gerar valor econômico, algo que reforça sua viabilidade no futuro.

Com base nessas práticas e no cenário mais amplo, algumas tendências se delineiam:

Escalonamento da logística reversa para diversos setores além dos tradicionais


A ampliação da atuação para eletrônicos, baterias de íon‐lítio (setor em forte crescimento por conta de veículos elétricos e armazenamento) indica que haverá demanda para sistemas de coleta/descarte robustos. A Lorene já opera nesse segmento.

Espera-se que o futuro traga uma maior integração entre fabricantes, importadores, distribuidores e empresas de reciclagem, especialmente à medida que as exigências legais se intensificarem.

Integração entre inovação tecnológica e logística reversa


O uso de laboratórios de ponta, análise química sofisticada, automação de triagem (como a Lorene faz) sugere que a logística reversa vai se sofisticar.

Integração entre inovação tecnológica e logística reversa


O uso de laboratórios de ponta, análise química sofisticada, automação de triagem (como a Lorene faz) sugere que a logística reversa vai se sofisticar.

Valorização econômica dos resíduos


A visão de resíduos como “matéria-prima secundária” ganhará mais destaque. Quando empresas retomam materiais com metais preciosos ou componentes reutilizáveis, isso cria novos modelos de negócio, na linha da “mineradora urbana” que a Lorene representa.

Isso favorece o investimento no segmento, atrai capital, e ajuda a superar o desafio do custo logístico elevado a grande barreira para muitos sistemas de logística reversa no Brasil.

A regulamentação brasileira já prevê modelos de responsabilidade compartilhada (fabricante, importador, comerciante, consumidor) e políticas de logística reversa, especialmente após a Lei nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos)
No futuro, espera-se que exigências mais estritas, fiscalização e talvez incentivos ou penalidades estimulem adesão mais ampla. Empresas como a Lorene, que já estão certificadas e estruturadas, estarão bem posicionadas para atender.

Embora existam bons exemplos, o Brasil ainda enfrenta barreiras como a extensão territorial, infraestrutura de coleta desigual, custo elevado de transporte, falta de cultura de descarte correto, entre outros.

O fato de a Lorene já operar com frota nacional e múltiplas unidades mostra que há solução, mas também que o investimento necessário é alto.

A tendência é que modelos regionais se interliguem, hubs de logística reversa sejam criados, e que se aproveite melhor capacidades ociosas.

O futuro da logística reversa no Brasil aponta para um cenário mais maduro, onde coletar, transportar, classificar, reciclar ou reutilizar resíduos será parte integrante da cadeia de valor das empresas. Em vez de mero custo ou obrigação legal. A empresa Lorene simboliza esse movimento: desde 1997, ela mostra que é possível operar em escala nacional, com tecnologia, certificação e modelo de negócio.

Se bem implementada, a logística reversa poderá transformar não apenas o descarte de resíduos, mas também gerar novas cadeias de abastecimento, reduzir extração de recursos virgens, diminuir impactos ambientais e gerar valor econômico. Um futuro sustentável e lucrativo ao mesmo tempo.

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Victória Baraçal

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